Histórica casa tombada vai entrar no roteiro turístico da cidade
Patrimônios históricos preservados são cada vez mais raros na capital paulista. Não precisa ir muito longe: uma das coisas que mais encanta na cidade de Buenos Aires são os seus prédios, casas, além de edificações, hoje ocupados por empresas privadas, mas verdadeiros patrimônios históricos preservados e respeitados pelos cidadãos. Em São Paulo, principalmente com a batalha para recuperação de seu centro histórico, pessoas físicas e/ou empresas que se esforçam para manter intactos e preservados imóveis com reconhecidos valores culturais. É o caso do palacete localizado na Rua Guaianases, 1128, esquina com a Alameda Nothmann, que abriga hoje o Grupo Tejofran. Construído entre os anos de 1911 e 1912, o imóvel é tombado como patrimônio histórico pelo COMPRESP - Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo e pelo CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do estado de São Paulo. O imóvel O imóvel foi desenvolvido pelo arquiteto sueco Carlos Ekman, o mesmo que projetou a casa da FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, na Rua Maranhão, que incorporou à bela construção elementos da art nouveau, um estilo marcante das construções da época: grandes halls com pé direito alto. As características originais da fachada são preservadas, a residência mantém hoje vitrais, espelhos e lustres de cristal biseauté. Em quase dois mil metros quadrados de terreno, a casa foi construída em meio a jardins que possuíam chalés e estufas, pomar, canteiros e jabuticabeiras. Ícones das mansões nobres da São Paulo do começo da década de 1910. Pertencendo originalmente ao industrial Waldomiro Pinto Alves, o imóvel da Alameda Nothmann possui escada inteiramente de mármore que leva ao terraço e à entrada social. A casa ainda contemplava salas de visita, de música e diversos quartos, sendo um exclusivamente do casal, um para as moças e outro para os idosos, todos com lavatórios. Mantendo-se as tradições da época, havia quartos privativos e separados para troca de roupa dos donos da casa. Inicialmente instalada no cômodo mais amplo, que compunha pé direito mais alto que os demais e iluminação 'a cargo' de vitrais John Gras, a sala de jantar mereceu deslocamento para outro cômodo, deixando-o como amplo e confortável espaço para grandes reuniões, bailes, recepções e demais festividades oferecidas pelos aristocratas. Segundo o CONDEPHAAT, o imóvel é definido como exemplar edifício residencial unifamiliar de alvenaria.
Curiosidades do imóvel A residência abriga há 16 anos a sede do Grupo Tejofran e recebeu pensadores de 1922, ano da Semana de Arte Moderna, como Mario de Andrade, Murilo Mendes, Gilberto de Andrade e Silva e Tácito e Guilherme Almeida, entre outros. Além disso, nas revoluções de 1924 e 1932 teve influência. Na primeira, alvejada por tiros, o que ocasionou instalação de cofre no porão para bens valiosos. Na segunda, uma cozinheira mulata, conhecida na tropa por Maria Soldado, viajou ao interior para angariar combatentes e levando-os à residência como um dos 'quartéis' antes dos fronts da Revolução. Escolas e demais interessados em conhecer o histórico prédio devem fazer o agendamento no telefone: (11) 3352-0200, ramal 393 (Marketing) ou pelo e-mail
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Fotos: divulgação
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Cléo Tassitani
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