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Written by Cléo Tassitani on Tuesday, 25 October 2011 02:09
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Foi lançado no mês de março, em Estocolmo, na Suécia, durante uma reunião das Organizações das Nações Unidas (ONU), o documento “10 Direitos e Princípios da Governança da Internet”. O texto é uma iniciativa do Internet Rights and Principles, grupo formado por governos, sociedade civil e empresas no processo do Fórum Global de Governança da Internet (IGF), também da ONU. O objetivo do documento é o de discutir a proteção dos direitos humanos no ambiente online. Um dos representantes do Brasil nos debates que levaram à formulação do documento foi o Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV Direito Rio. O CTS é membro-fundador da iniciativa, criada em 2006, e que se reúne anualmente no Fórum Global de Governança da Internet, que nesse ano ocorre em Nairobi, no Quênia. Em nível nacional o CTS desenvolveu, em parceria com o Ministério da Justiça, o Marco Civil da Internet brasileira. Na avaliação do coordenador do CTS da FGV Direito Rio, Carlos Affonso Pereira de Souza, que é também integrante do Conselho da Internet Rights and Principles, as duas iniciativas se complementam para enfatizar o papel dos direitos humanos e fundamentais na regulação da rede. Os 10 Direitos e Princípios da Governança da Internet: 1) Universalidade e Igualdade Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, que devem ser respeitados, protegidos e cumpridos no ambiente online. 2) Direitos e Justiça Social A internet é um espaço para a promoção, proteção e cumprimento dos direitos humanos e também da promoção de justiça social. Cada indivíduo tem o dever de respeitar os direitos humanos de todos os outros no ambiente online. 3) Acessibilidade Todos os indivíduos têm igual direito de acesso e utilização a uma internet segura e aberta. 4) Expressão e Associação Todos os indivíduos têm o direito de procurar, receber e difundir informação livremente na internet sem censura ou outras interferências. Todos os indivíduos têm também o direito de se associar livremente, seja para fins sociais, políticos, culturais ou outros, na e através da internet. 5) Privacidade e Proteção de Dados Todos os indivíduos têm o direito à privacidade online, incluindo a liberdade de vigilância, o direito de usar criptografia e o direito ao anonimato online. Todos os indivíduos têm também o direito à proteção de dados, incluindo o controle sobre coleção, retenção, transformação, eliminação e divulgação de dados pessoais. 6) A Vida, Liberdade e Segurança O direito à vida, à liberdade e à segurança na internet devem ser respeitados, protegidos e cumpridos. No ambiente online estes direitos não devem ser desrespeitados ou utilizados para violar outros direitos. 7) Diversidade A diversidade cultural e linguística na internet deve ser promovida; técnicas e políticas inovadoras devem ser incentivadas para facilitar a pluralidade de expressão. 8) Rede de Igualdade Todos os indivíduos devem ter acesso universal e aberto ao conteúdo da internet, livre de priorização discriminatória, de filtragem ou controle de tráfego por motivos comerciais, políticos ou outros. 9) Normas e Regulamentos A arquitetura da internet, os sistemas de comunicação e o formato de documentos e dados devem ser baseados em padrões abertos que garantem a completa interoperabilidade, a inclusão e a igualdade de oportunidades para todos. 10) Governança Os direitos humanos e a justiça social devem formar as bases legais e normativas sobre as quais a internet funciona e é governada. Isto deve acontecer de forma transparente e multilateral, baseada nos princípios de abertura, participação inclusiva e de responsabilização. www.irpcharter.org/pdf/10IRP_Portuguese.pdf www.irpcharter.org/images/IRPflyer.pdf | Confira também: Como proteger seu filho da internet
| Cléo Tassitani
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