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Saúde |
Prevenção
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Written by Cléo Tassitani on Saturday, 17 September 2011 07:13
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Entre vinte e poucos tipos de dores de cabeça diagnosticados cientificamente, como a cefaléia gerada pelo simples estresse do dia a dia até a dor causada por aneurismas e tumores, um tipo é o mais freqüente e, mesmo assim, muitas pessoas que possuem esse mal não têm conhecimento: trata-se da enxaqueca. Atualmente, essa doença atinge 30% da população, proporcionalmente três mulheres para um homem, mais frequentemente na faixa etária dos 25 a 50 anos de idade, mas não é regra. Já tive uma paciente de nove anos de idade que teve fortes crises de enxaqueca. A enxaqueca é uma dor de cabeça excessivamente forte de origem neurovascular, pois ela acontece justamente quando há dilatação dos vasos sangüíneos da região cerebral, comprimindo os nervos e podendo durar até 72 horas. Um verdadeiro martírio para quem é vítima desse mal, sua dor latejante é sentida nos vasos sanguíneos a cada batimento cardíaco, acompanhada de uma sensação de formigamento na região cerebral. Constatou-se ainda uma série de outros sintomas que precedem a dor, tais como naúsea, dormência em um dos lados do corpo e hipersensibilidade à luz e sons. Este último sintoma é associado ao que chamamos de efeito “aura”, onde o paciente sente efeitos principalmente visuais, como flashes de luz, faíscas e imagens em zigue-zague. Para tanto, exames como tomografia, eletroencefalograma e ressonância magnética podem ser realizados para obter-se um diagnóstico mais preciso, porém precisam ser feitos no momento de crise, caso contrário não será detectada a doença. Por não ter seguramente descoberto qual a verdadeira origem desse mal, muitos fatores são apontados como desencadeantes das crises, como estresse , sensibilidade a certos tipos de alimento (como doces, ácidos), qualidade do sono, menstruação ou até mesmo umidade excessiva. Das doenças e irregularidades que ocorrem em nosso organismo, 80% a 90% dependem única e exclusivamente da nossa mente. Portanto, o tratamento que usamos é rebuscar primeiro as causas emocionais e resolvê-las, a fim de que desapareçam as consequências. Um exemplo simples é da paciente criança que mencionei há pouco. Uma menina muito inteligente e saudável. Era filha única até os nove anos, quando sua mãe recebeu a notícia de que estava grávida. A menina mostrou-se feliz com a notícia do bebê, e não demonstrou em nenhum momento sinal de descontentamento com o fato de ter que dividir as atenções com um novo irmãozinho. Até que apareceram as crises de enxaqueca. Mais do que os próprios medicamentos que ingeriu durante meses, o que a fez livrar-se definitivamente das crises foram os sentimentos de ciúmes e medo que guardava dentro de si mas que, com o devido tratamento psicológico, fizeram-na manifestar posteriormente. À medida que ela reconhecia e falava sobre essa insegurança, as crises foram diminuindo, até o nascimento do irmãozinho, onde o seu outrora sentimento de medo transformou-se em amor fraterno. A enxaqueca é puramente uma manifestação física das nossas emoções represadas e contidas no inconsciente . É um alerta para “abrirmos a cabeça” em relação aos nossos próprios sentimentos e aprendermos a expressá-los , antes que seja tarde e eles próprios manifestem-se em dor e infelicidade. Fonte: Dr. José Moromizato Confira também: Dicas saudáveis para os diabéticos
Foto: banco de imagem
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Cléo Tassitani
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