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Sem água no feijão PDF Print E-mail
Gastronomia | Sabores da Gastronomia
Written by DestaqueSP on Thursday, 09 October 2008 10:18   

 

 

O feijão nosso de cada dia

 

O que poderia ser mais regional e mais brasileiro do que o feijão? Entretanto, diferente do que se imagina, essa semente já foi citada na Grécia Antiga e no Império Romano, quando era utilizada para votar (um feijão branco significava ‘sim’ e um preto significava ‘não’).
Sem água no feijão2
Dizem que o feijoeiro existe desde a Mesoamérica, por volta de 7 mil anos a.C. Outros acreditam que o feijão já era disseminado na América do Sul, no Peru, cerca de 10 mil anos a.C. Nesta época, três foram os pontos em que a semente começou a ser plantada: do sudeste dos Estados Unidos até o Panamá, tendo o México e a Guatemala com principais produtores; o sul dos Andes, que abrange desde o norte do Peru até o noroeste da Argentina; e o norte dos Andes, da Colômbia e Venezuela até o norte do Peru.

De acordo com historiadores, o feijão ganhou espaço devido às guerras, uma vez que o alimento fazia parte da dieta dos guerreiros. Como conta com alto valor nutritivo (além do ferro possui potássio, fósforo, cálcio e proteínas vegetais), a cada 100 gramas corresponde a 330 calorias.


Produzido durante todos os meses do ano, no Brasil os mais conhecidos, são:

Sem água no feijão3- carioquinha,
- preto,
- de corda,
- jalo,
- branco,
- rosado,
- rajado e bolinha.


Na cultura portuguesa ele também está presente em sopas, feijoada, junto ao arroz, e em alguns doces, como o pastel de feijão. Há também as vagens verdes (feijão verde), que costuma acompanhar pratos feitos à base de peixe cozido. Já o tipo frade é servido com cebola e salsa picadas e é servido acompanhado de atum.



Diferenças de regiões

Norte e Nordeste – O mais comum é o feijão de corda, também conhecido como fradinho. É com ele que se prepara o famoso baião de dois.

Rio de Janeiro – O feijão preto, utilizado usualmente na feijoada, é o tipo favorito por cerca de 90% dos cariocas.

Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sul do Paraná e parte do Espírito Santo – O feijão preto também é o preferido, apesar dos outros tipos também participarem das mesas dos moradores dessas regiões. Contudo, parte do grão preto consumido é importado da Argentina, que produz um ingrediente de qualidade.

São Paulo e Minas Gerais – Ao contrário do que se poderia supor, no Rio de Janeiro, o povo não está nem aí para o feijão conhecido como carioca. Na verdade, ele é bastante apreciado em São Paulo e Minas Gerais. Especialmente, no tutu.



Nossa saúde agradece!
Sem água no feijão4
O consumo em quantidades de média a alta de feijão está sendo associado com a diminuição no desenvolvimento de doenças como o diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e neoplasias. Os médicos acreditam que esse resultado positivo do consumo do feijão é devido à presença de metabólitos secundários, os fitoquímicos.

 

Curiosidade


Sem água no feijão5
Qual criança não fez a tradicional experiência do feijão nas aulas de Ciências? Você, que está lendo esta matéria, com certeza vai lembrar com carinho da sua fase escolar! Essa atividade é aplicada pelos professores aos alunos para que a criança acompanhe todo o desenvolvimento da germinação e fotossíntese da planta. Num copo, coloca-se o algodão molhado e, por cima dele, os grãos de feijão. É possível observar, dia-a-dia, o seu crescimento. É... O feijão faz parte, inclusive, da nossa infância!

 

 

 

Fotos: banco de imagem e reprodução da internet

 

 

 

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