|
Cultura |
Livros
|
|
Written by Cléo Tassitani on Saturday, 18 December 2010 14:51
|
|
Aos 46 anos, Maurício Mattar aproveita a oportunidade para rever sua carreira no livro Maurício Mattar - De Peito Aberto, publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e que integra a Coleção Aplauso. No depoimento concedido à Tania Carvalho, o ator, cantor e compositor fala de assuntos polêmicos, como a relação com as drogas e a religião, a separação dos pais, a infância vivida na casa de parentes, a fama de bad boy, os atritos com gravadoras e os quatro casamentos.
O livro também traz as opiniões do ator sobre o trabalho na Rede Globo, onde atuou em várias novelas
Já no capítulo inicial, sugestivamente denominado “Tempo de Falar”, Maurício diz que aceitou ser biografado porque a geração mais nova desconhecia seu trabalho. Sobre drogas, admite no livro: "Tive contato com drogas como muita gente, mas nunca fui viciado, dependente químico, jamais fui preso, nunca tive reais problemas com drogas. Digamos que fui um turista da droga, jamais um profissional, como definiu Irene Ravache sobre um de seus filhos em seu livro. Como alguém que gosta de voltar a Paris, a Nova York, para comer nos restaurantes, fazer compras, pode até ficar uma semana, um mês, mas definitivamente não é o seu país... Muita gente foi para a imprensa falar horrores de mim e virou uma carnificina. Falaram o que quiseram. E eu permaneci calado. Tenho a tendência a ficar em silêncio, e observar tudo, sigo o ensinamento oriental que a palavra é de prata e o silêncio é de ouro. Fiquei naquele fogo cruzado sempre quieto. E isso aguçou mais ainda a curiosidade das pessoas, a vontade de cair em cima de mim matando”. Confira também: Jonas Bloch – O Ofício de Uma Paixão
Foto: reprodução
|
Cléo Tassitani
This e-mail address is being protected from spambots, you need JavaScript enabled to view it
|