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Written by Cléo Tassitani on Monday, 02 January 2012 04:12
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O Solar da Marquesa recebe a exposição A Marquesa de Santos: uma mulher, um tempo, um lugar, com curadoria da professora Heloísa Barbuy, e a Casa da Imagem inaugura ‘Guilherme Gaensly, o fotógrafo Cosmopolita’, com curadoria do professor Rubens Fernandes Junior. A mostra lança luz sobre o mais importante conjunto de fotografias produzidas ao longo de três décadas – entre 1890 e 1920 – período em que a cidade consolidou sua transformação urbana. Na exposição, o visitante encontrará no piso térreo, destaque para o espaço urbano, com foco na antiga Rua do Carmo (ou Rua de Santa Tereza) e arredores. No piso superior, a exposição propõe uma associação entre os cômodos da casa e seu uso residencial – com espaços sociais e espaços internos – no tempo da Marquesa de Santos, que a comprou em 1834 e onde viveu até morrer, em 1867.
Quem foi a Marquesa de Santos Domitila de Castro Canto e Melo nasceu em São Paulo no dia 27 de dezembro de 1797, filha de Escolástica Bonifácia de Toledo Ribas e do português João de Castro Canto e Melo, que ocupava a função de ajudante militar, na ocasião de seu nascimento. Aos 16 anos de idade, casou-se com o alferes mineiro Felício Pinto Coelho de Mendonça (1798-1833), oficial pertencente ao Corpo dos Dragões de Vila Rica, cidade para a qual mudaram-se após o casamento e onde nasceram seus dois filhos. Em 1819, após ser agredida pelo marido, voltou para a casa dos pais grávida de João, falecido poucos meses depois.
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Em agosto de 1822 conheceu D. Pedro (1798-1834) e, em seguida, foi viver na Corte. Em virtude desse romance, foi agraciada com títulos de nobreza: Baronesa, em 1824; Viscondessa, em 1825 e Marquesa de Santos, em 1826. Bem como seu pai com o título de visconde em 1827 e seus irmãos se tornaram gentis-homens da Imperial Câmara. Teve cinco filhos com D. Pedro I, dos quais apenas duas filhas sobreviveram, no entanto, ambas ilegítimas e reconhecidas pelo pai posteriormente. Em 1834 adquiriu o Solar da Marquesa por onze contos e quatrocentos mil réis, o qual passou por reforma durante dois anos. Nessa época, conforme consta em seu testamento, fez um contrato de segundas núpcias com o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1794-1857) “não pelo costume e leis do Império, mas por pacto exclusivo de comunhão de bens”. O contrato de dote, contrato pré-nupcial, podia ser acertado entre cônjuges abastados com a intenção de proteger os bens de cada um dentro do sistema de comunhão de bens. Somente legitimou o casamento na igreja no ano de 1842, em Sorocaba. Com o segundo marido teve mais seis filhos, dos quais dois faleceram. Faleceu em 3 de novembro de 1867 e foi sepultada no Cemitério da Consolação onde ela doou parte do terreno.
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Informações: Exposição "A Marquesa de Santos: uma mulher, um tempo, um lugar" Local: Solar da Marquesa Endereço: Rua Roberto Simonsen, 136-A – Centro (próximo da estação Sé do Metrô) Data: desde 19 de novembro (exposição permanente / longa duração – 2 anos) Horário de visitação: terça a domingo, das 9h às 17h Obs: possui acesso para portadores de necessidades especiais Preço: grátis (11) 3105 6118 www.museudacidade.sp.gov.br Confira também: Arte e Meio Ambiente no Palácio do Horto
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Cléo Tassitani
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