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De Valentin a Valentim
Cultura | Exposições
Escrito por Cléo Tassitani on Qui, 12 de Março de 2009 09:39   

 

 

De Valentim a Valentim, a Escultura Brasileira – Século XVIII ao XX, no Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, reunirá mais de 350 obras. Mestre Valentim, Marc Ferrez, Chaves Pinheiro, Rodolfo Bernardelli, Nicolina Vaz de Assis, Celso Antonio, Ernesto de Fiori, Victor Brecheret, Galileo Emendabili, Francisco Brennand, Frans Krajcberg e Rubem Valentim são dos escultores com suas obras.

O Museu Afro Brasil destina mais de 2.000m² de área para este mergulho na produção histórica brasileira, com obras pertencentes aos acervos do Museu Nacional de Belas Artes, do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, do Museu Mariano Procópio de Minas Gerais e de colecionadores particulares de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Esta mega exposição reunirá mais de 350 esculturas datadas desde o final do século XVIII até o século XX, além de documentos e fotos de obras e monumentos, construindo uma aproximação entre as diferentes vertentes da exposição.

Com curadoria de Emanoel Araújo, que também é diretor do Museu Afro Brasil, e da historiadora de arte Mayra Laudanna, a mostra, que fica em cartaz até o dia 19 de julho, oferecegrande percurso sobre a arte escultórica brasileira.


De Valentin a Valentim2
De Valentin a Valentim3
De Valentin a Valentim4

Louis Rochet; Índio; Século XIX;
Bronze; coleção particular
Foto: João Liberato
Francisco Manuel Chaves Pinheiro; Deusa Ceres; 1872; Terracota; Coleção Museu Nacional de Belas Artes / IPHAN/MinC; Foto: Jaime Acioli Armando Magalhães Correia;
O Pulo da Onça; 1927; Bronze; Coleção Museu Nacional de Belas Artes / IPHAN/MinC;
Foto: Jaime Acioli

 

Os curadores também privilegiaram obras de escultores do começo do século XX que acompanharam o crescimento de São Paulo. “Esses artistas trabalharam não só com encomendas oficiais, na ornamentação de prédios públicos, como também participaram de concursos públicos. Um dos exemplos é Amadeu Zani, vencedor de um dos primeiros monumentos instituídos na capital, o da Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, em 1913”, conta a curadora Mayra Laudanna.

Nas artes, São Paulo cresce, sobretudo, a partir da mão-de-obra qualificada dos italianos, compostas de nomes hoje esquecidos, como o de Lorenzo Massa que, já em 1908, tem seu monumento a Braz Cubas inaugurado em Santos, ou o de Lorenzo Petrucci, cujo monumento a Anita Garibaldi foi erguido em 1911, em Sorocaba, e, no ano seguinte, a Fausto Cardoso em Aracaju, Sergipe.

Outros tantos nomes de importância para a história da escultura passaram por São Paulo, como o de Pasquale de Chirico que, após ter seu comércio de fundição artística na capital, segue para a Bahia, onde fixa residência e passa a dar aulas de desenho e escultura na Escola de Belas Artes local. Foram muitos os artistas italianos que formaram escultores que freqüentaram o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo ou mesmo a Escola de Belas Artes da capital nos primeiros decênios do século XX, entre eles, Victor Brecheret, João Batista Ferri e Julio Guerra.

De Valentim a Valentim privilegia ainda a geração de escultores que, moços na década de 1930, têm seus nomes grafados junto à história da Pampulha e de Brasília, como Antonio Pedrosa e Alfredo Ceschiatti, que realizou várias decorações para prédios projetados por Oscar Niemeyer, ou mesmo Bruno Giorgi, cuja carreira oficial começou junto ao Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro do período getulista. Obras de Celso Antonio, Ernesto De Fiori, assim como Adriana Janacoupolus e o escultor polonês Zamoisky.

De Victor Brecheret, escultor do monumento às Bandeiras, a Ettore Ximenez, do Monumento à Independência; de Amadeo Zani, do monumento à Fundação da Cidade de São Paulo, à escultura eqüestre de Dom Pedro I, do francês Louis Rochet, na Praça 15 do Rio de Janeiro; do monumento de Visconde de Cairú, de Paschoal di Chirico em Salvador da Bahia, ao monumento a Ramos de Azevedo de Galileo Emendabile nos jardins da USP; da homenagem aos Candangos de Brasília de Bruno Giorgi, à mãe negra de Júlio Guerra em São Paulo, são obras que marcam definitivamente o fausto e a glória da escultura brasileira.



Serviço:
Exposição De Valentim a Valentim, A Escultura Brasileira - Século XVIII ao XX
Museu Afro Brasil, Parque Ibirapuera

Local:
Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº - Pavilhão Manoel da Nóbrega - Parque do Ibirapuera
Data: a partir de 19 de março, às 19h; visitação de 20 de março a 19 de julho de 2009
Horário: de terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência às 18h
Preço: grátis
Obs: acesso de veículos pelo portão 3 do Parque Ibirapuera (estacionamento com Zona Azul); acesso para pedestres pelo portão 10 do parque
tel (11) 5579 0593
www.museuafrobrasil.com.br

 

 




Fotos: divulgação

Cléo Tassitani
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