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Tudo por uma linda unha PDF Print E-mail
Comportamento | Mulher
Written by Dra. Lou de Olivier on Monday, 07 February 2011 14:00   

Tudo por uma linda unha_2


Quando criança eu tinha uma péssima mania: roer unhas. Eu era muito ativa, acelerada, queria estar em todos os lugares fazendo tudo ao mesmo tempo e, como não conseguia, me estressava e a primeira atitude que tinha era... Roer unhas.

Mas, por volta dos oito anos, comecei a prestar atenção nas unhas da minha mãe. Ela as mantinha longas, sempre bem cuidadas e esmaltadas com cores entre o rosa e o lilás. Eram lindas! Um dia eu perguntei a ela se eu também poderia ter unhas tão lindas como as dela. Ela sorriu e disse:

Claro que pode mas tem que cuidar delas e não vai poder roê-las nunca mais...

“Nunca mais” e “pra sempre” eram afirmações muito fortes para mim naquela época. Aliás até hoje ainda acho muito pesado jurar algo para não fazer nunca mais ou fazer para sempre, mesmo assim eu resolvi pagar para ver.

Passei a ir com minha mãe todas as semanas na manicure. E fiquei mais empolgada ainda quando ela me disse que eu poderia usar até vermelho. Minha mãe dizia que eu, por ser morena, poderia ficar bem com mais cores do que ela que era muito clara e nunca ariscava cores como vermelho ou marrom.

No inicio não havia unha para esmaltar, eu as roera tanto que o máximo que consegui nas primeiras semanas foi uma base fortificante para salvar o pouco que sobrara. Porém, após alguns meses, eu já exibia belas unhas. Mas ainda enfrentava um problema, minha mãe achava, as freiras do colégio achavam, todos achavam que eu era menina demais para manter as unhas longas, por isso, apesar de cuidadas e esmaltadas, elas se mantinham delicadamente polidas...

Mas, aos dezoito anos, depois de uma conturbada adolescência, declarei minha independência, ao menos em relação ao tamanho de minhas unhas. Passei a fazê-las somente com a índia, uma manicure “pra frente” que fazia todas as inovações que eu propunha e até me incentivava a manter minhas unhas bem longas. Já naquela época eu as pintava cada uma de uma cor muito antes disso se tornar moda. E também fazia aplicações de purpurina muitos anos antes de lançarem os esmaltes com “glitter”.

Mas, como nada parece mesmo ser para sempre, um dia a índia me deu uma noticia que me deixou sem chão. Disse que iria se casar, o marido não queria que ela trabalhasse fora e sentia muito mas... Eu teria que encontrar outra manicure.

Não acreditei no que ouvia e, após alguns segundos de um silencio tenso, com os olhos lacrimejantes, eu disse a ela algo que nunca dissera a ninguém. Nem mesmo ao Betão, o meu “ficante” naquela época...

Índia... Não me deixa... Que vai ser da minha vida sem você?

Ah, coitadinha! - ela respondeu comovida- não fica assim. Olha, vou te ensinar a fazer suas próprias unhas. Assim não vai ter que ficar implorando pra ninguém te ajudar.

Sério? Vai me ensinar? Iuuuupi!


Tudo por uma linda unha_3
Foi assim que, por volta dos vinte anos, eu aprendi a fazer sozinha minhas unhas e nunca mais precisei ir à manicure. A partir daí, foi só alegria, eu as mantinha bem longas, com as cores mais loucas possíveis e experimentava todas as inovações, na verdade, acabei até lançando umas modas nos meus tempos de atriz... Alguns me chamavam de "bruxa", "vampira", "Zé do Caixão" mas a grande maioria das pessoas gostava e eu amava minhas lindas e longuissimas unhas e isso é o que importava e importa até hoje...

Porém, como nem tudo é festa, há os inconvenientes. Atrapalham um pouco para teclar, para os afazeres domésticos e, de vez em quando elas quebram...

E, por serem muito longas, quando quebram, é daquelas “quebradas” de doer. Ai, além da grande tristeza de ter uma unha quebrada (e dolorida), vem a “comorbidade”, ter que cortar as outras pra não ficar parecendo uma águia manca...

Foi o que aconteceu esta semana, durante o banho eu esbarrei no box e quebrei uma unha, mas notei que não tinha quebrado totalmente, somente eu um dos cantos e pensei:

Será que não há nada que se possa fazer? Será que, com tantas inovações, ainda não inventaram uma cola ou algum produto para nos salvar nestas horas?

Fui ao shopping, certamente haveria algum produto que eu pudesse colocar na minha unha e recuperá-la. Mas, depois de ir a varias lojas, e salões comecei a me decepcionar. Ninguém sabia do que eu estava falando e algumas pessoas até riam, enquanto outras quase gritavam:

Mas, como???? Estas unhas são mesmo suas???

É claro que são minhas!!!!

Uma pessoa até me perguntou:

Mas como você consegue andar com unhas tão longas?

Ah! Isso não é problema porque eu ando com os pés....

Não preciso dizer que foi uma explosão de gargalhadas mas eu já estava muito preocupada achando que teria que passar novamente pelo ritual de cortar todas as unhas. Até que uma senhora muito simpática me perguntou:

Me diga a verdade, essas unhas são mesmo suas?

São. Mas por que ninguém está acreditando?

Porque elas são tão lindas que parecem postiças...

Opa! Ela falou a palavra mágica. “Postiça“... Por que não pensei nisso antes?

Fui a um salão especializado em unhas de gel. Assim que cheguei já chamei atenção. Varias manicures e cabeleireiras vieram ver minhas unhas enquanto eu relatava meu drama. Uma delas disse:

Coitadinha! Que pena! Quando você quebrou a unha você chorou?

Não. Ainda não chorei mas estou prestes a isso.

Não pude deixar de constatar: “Se nós, mulheres choramos por uma unha quebrada, o que não somos capazes de fazer por um coração partido?“

Todas ficaram comovidas e me trataram como uma princesa. Muito café, chá, balinhas e até me passaram na frente das clientes com hora marcada, afinal, era uma emergência. E começou a “operação”, com todas (clientes, manicures e cabeleireiras) acompanhando a sequência.

Primeiro a manicure cortou a unha trincada, que pena ver aquela cena... Pedi a unha cortada para guardar de lembrança até que cresça novamente... Muitas riram mas eu não achei graça nenhuma...

Depois ela escolheu entre muitos modelos e tamanhos, uma que se adaptou perfeitamente ao meu dedo. Lixou um pouco da minha unha, aplicou o gel colante e a unha. Cortou a unha no mesmo tamanho das outras. Depois disso veio o processo de polimento. Ai comecei a me assustar porque ela lixou muuuuuiiiito. Ate comentei se havia necessidade de lixar tanto e ela disse que precisa para ficar bem natural. E, enquanto ela lixava a junção da minha com a unha postiça eu pensava desesperada como ficaria quando eu fosse retirar esta unha. Mas resolvi relaxar e... aguardar quando isso tiver que acontecer. Naquele momento, o importante era salvar minha unha quebrada e isso, ela estava fazendo.

Depois de muito polimento, ela aplicou o gel de construção que parece um esmalte incolor endurecido, tive que ficar com o dedo por uns minutos numa cabine catalisadora (aparelho que emite luz) depois polimento. Este processo foi repetido por três vezes. Depois foi só passar esmalte e o glitter por cima. Como não tinha a cor azul do glitter que usei nas outras unhas, eu disse à manicure para aplicar o lilás. Mas depois me arrependi, seria melhor ter deixado só o esmalte como base e eu aplicar o glitter que eu tenho em casa mas durante a aplicação eu achei que seria mais viável ela fazer também a aplicação do glitter que, por ser lilás, ficou diferente das outras unhas.

Mas, exceto por este detalhe, nem parece que tive uma unha “implantada”. Na verdade, mesmo com glitter em cor diferente das outras, ninguém percebe que uma das unhas não é minha.Uma amiga ate comentou:

Lou, se você não falasse, a cada cinco minutos, que está usando uma unha postiça, ninguém perceberia a diferença!

Acho que vou seguir o conselho desta amiga e não comentar mais com ninguém. Até porque, já contei a “novidade” neste artigo... Agora é tarde... Já contei pra todo mundo... rsrsrs

OBS: Atenção fabricantes de esmaltes e afins! Vamos pensar no drama das mulheres de unhas quebradas e colocar no mercado uma cola ou algo assim para estas emergências? 


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Como aumentar os seios e a autoestima?


Foto: banco de imagem


Lou de Olivier
Dra. Lou de Olivier

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www.loudeolivier.com.br

 


 

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