
| Seja mais você |
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| Comportamento | Mulher |
| Escrito por Dra. Lou de Olivier on Qua, 30 de Julho de 2008 12:15 |
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Freqüentemente recebo mensagens de mulheres que intitulam-se “mãe do fulano”. Os e-mails quase sempre iniciam-se com um “sou mãe do Fulano(a) e estou preocupada com...”, seguem relatando o caso e terminam, na maioria dos casos, sem uma assinatura. Também é comum mulheres identificarem-se como mãe, esposa ou irmã de alguém, principalmente ao telefone, quando comumente se ouve: 1 – "Aqui é a irmã do Fulano"... São muitas as razões que levam determinadas mulheres a essa negação ou anulação de suas identidades. A mais forte ou destacada é a fase simbiótica mal resolvida que pode ser pelo fator psicológico simplesmente ou em uma complexa combinação psicológica + física + material, tendo outras variações. Resumindo, essa negação ou anulação pode estar ligada a uma dependência psicológica ou englobando várias dependências incluindo a física e/ou material. E isso resume-se em “necessidade de proteção”. Mulheres acostumadas à proteção familiar em qualquer nível parecem mais predispostas a transferirem essa situação para o casamento e/ou para a maternidade. Mulheres com personalidade mais forte que, desde cedo, impõem presença, trabalham para pagar suas contas, enfim, emancipam-se cedo, geralmente, posicionam-se de forma mais segura diante dessa situação. Mas isso não é regra fixa, pode haver variações, é claro.
Quem é você? O que quer da vida, do mundo, de si mesma? E, acima de tudo, quem era você antes de tornar-se apenas mulher do Beltrano ou mãe do Fulano? Certamente você teve vida própria antes de conhecer seu marido e/ou ter seu filho, tinha idéias, ideais e talvez uma carreira, um emprego ou, se não tinha nada disso, ao menos tinha um nome pelo qual atendia, não é? No caso de irmãos, o assunto torna-se mais complexo pois podem ser gêmeos e um ter personalidade muito forte, dominando o outro, no caso, a irmã. Ou essa irmã pode ser mais nova, acostumada desde seu nascimento a obedecer ordens do irmão mais velho. Se você se enquadra nesse caso, pense nas questões que levantei anteriormente. Responda a si mesma: quem é você, qual seu nome, o que você quer de você mesma e do mundo... Certamente encontrará muitas respostas. Assim, encontrando-se, conhecendo-se melhor e encontrando dentro de você sua própria identidade, certamente, na próxima vez que alguém lhe perguntar com quem está falando, será bem mais fácil identificar-se como:
Fotos: banco de imagem
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