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Written by Cléo Tassitani on Friday, 30 September 2011 20:36
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De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, em 2009 morreram no Brasil 50.033 crianças de 0 a 5 anos, isto é, 137 crianças por dia. E o mais preocupante: 33.604 ocorreram por causas evitáveis. Por esta razão e disposta a lutar pela diminuição desses números, a Fundação Abrinq – Save the Children desenvolveu a campanha Por Todas as Crianças, iniciativa que apresenta a necessidade de uma diminuição na taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos por doenças facilmente evitáveis. A meta da instituição é de que os Objetivos do Milênio 4 e 5 sejam alcançados e, que as taxas de mortalidade infantil (0 a 1 ano) e na infância (0 a 5 anos) sejam reduzidas pela metade entre 2011 e 2015. A mortalidade materna é mais um desafio: precisa ser reduzida em 3/4 até 2015. No Brasil, a Campanha será desenvolvida em âmbito nacional. No entanto, a região priorizada como polo da Campanha será o Semiárido Nordestino que, somando esforços com o Programa Criança com Todos os Seus Direitos (www.fundabrinq.org.br), buscará diminuir os índices de mortalidade materna, neonatal e infantil em uma das regiões mais pobres do país.
Desafios:

Por que apoiar? Existem conceitos errados sobre a sobrevivência da criança. É importante desmistificar para que possamos impulsionar medidas planejadas e urgentes por parte dos governos e de outras entidades em posições de influência e poder. MITO 1 Não há nada que possamos fazer para evitar as mortes mais frequentes de crianças pobres. Esta afirmação é falsa. Há muitas coisas que podemos fazer para diminuir a mortalidade infantil. Até países pobres como é o caso da Eritreia, Bangladesh, Bolívia, Guatemala e Haiti estão no caminho certo para concretizarem o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 4. Nos últimos anos têm-se conseguido grandes reduções de mortalidade infantil e do recém-nascido, através de intervenções de baixo custo. Faça a adesão à campanha Por Todas as Crianças e veja como é possível participar. MITO 2 Os custos para se conseguir reduzir as taxas de mortalidade materno-infantil e do recém-nascido são elevados. O custo para se diminuir a quantidade de mortes de crianças é, em termos globais, bastante reduzido. Até 2015, para poder garantir a realização dos ODM 4 e 5 nos países mais pobres, o mundo precisa de gastar uns US$36–45 mil milhões adicionais aos $31 mil milhões que gasta atualmente. Parece muito, mas é menos de metade do que os consumidores gastam globalmente em água engarrafada todos os anos. MITO 3 A redução da mortalidade infantil vai acelerar o crescimento populacional num planeta que já se encontra sobrepovoado. É exatamente o contrário. A redução nas taxas de mortalidade ajuda a diminuir as taxas de fertilidade e a estabilizar o crescimento populacional. Quando as mães e os pais sentem segurança na sobrevivência dos filhos, e as mães têm a capacidade de controlar a sua fertilidade, optam por famílias pequenas. MITO 4 As tentativas para se melhorar a saúde e as condições de nutrição das crianças vão ser inevitavelmente frustradas pela corrupção e má governança dos países mais pobres. A corrupção e a má governança representam um desafio significativo para o desenvolvimento e a sobrevivência das crianças. No entanto, estes obstáculos não são intransponíveis. Todos os anos a organização Transparência Internacional (Transparency International) elabora um documento que mede a percepção da corrupção no setor público de determinado país, tendo como base diferentes levantamentos de perícia e empresariais. MITO 5 Não há vantagem em manter as crianças vivas se o futuro que as espera é de uma pobreza eminente e cruel. Para além dos motivos morais óbvios, as pessoas mais ricas nos países em desenvolvimento têm todo o interesse em ajudar a reduzir as taxas de mortalidade entre as comunidades mais desfavorecidas. Todos perdem, quando as nossas crianças estão subnutridas e mais vulneráveis à doença e à morte precoce, e todos ganhamos quando estão saudáveis, bem nutridas e instruídas. Em nível global calcula-se que os custos diretos da subnutrição infantil variem entre os US$ 20 mil milhões e os $ 30 mil milhões por ano. O impacto econômico da subnutrição é também significativo em nível nacional, levando a baixas que podem chegar aos 6% como resultado da perda de produtividade e de rendimentos no PIB. Além do mais, a redução da mortalidade infantil tem também vantagens econômicas importantes. A influente Comissão sobre Macroeconomia e Saúde calcula que o impacto global das mortes materno-infantis é de cerca de US$ 15 mil milhões por ano em produtividade perdida. Analisando-se também os benefícios econômicos em longo prazo de um país com melhores níveis de saúde. Confira também: Cupom é Vida
Imagens: divulgação
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Cléo Tassitani
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