Celebridades, jornalistas e formadores de opinião revelam o que mais sentem saudade de sua época de infância. Descubra a criança que ainda existe em cada um deles.  Adyel Silva – cantora
Da minha infância eu sinto falta do cheiro da mangueira que existia na casa vizinha, dos livros que contavam histórias de fadas, de aventuras e de outros povos.
 Blota Filho – ator
Saudades das noites quentes de verão onde ficávamos até às 10 da noite brincando na rua em frente à minha casa, as mães de todos sentadas em cadeiras batendo papo.... Saudades das manhãs bem frias de inverno tomando chocolate quente e torradas de queijo pra ir pra escola... Saudades do cheiro dos assados de nata e da casa cheia... Saudades das tardes de domingo com toda a família – irmão, cunhados, sobrinhos, pai, mãe – nos almoços que Dona Haydée, minha mãe, fazia... Saudades dos filmes da Sessão da Tarde logo depois de chegar da escola... Saudades do cheiro das Damas da Noite, plantadas no nosso jardim... Saudades do trem de ferro que nos levava ao Rio de Janeiro pras férias no subúrbio na casa da minha avó... Saudades do banco de balanço no jardim da frente de casa nas noites quentes, deitado, me achando dono do mundo... Saudade da inocência de ser criança...
 Camila Quaresma – apresentadora de TV
O mais sinto falta da época de criança é a imaginação, a nossa capacidade de criar com tanta inocência! Aquele mundo de fantasia tão real! Como eu amava acreditar naquilo!
Carlinhos Müller – ilustrador
Sou do interior do Paraná. Sinto saudades da vida de caipira que tinha lá, sem luz elétrica e água encanada. Tomava banho no rio... Era tudo muito lúdico, muito inocente.
Carlos Tramontina – jornalista e apresentador de telejornal
Já experimentei o trem bala – rápido, moderno e confortável – mas nada apaga as lembranças que tenho das viagens no “trem azul” da Fepasa, há tempos que já se vão, pelo interior do Estado. Meu pai comprava uma “cabine leito” e lá íamos eu, meu irmão, papai e mamãe visitar meus avós em Pirassununga e Sertãozinho. Embarcávamos às dez da noite para um trajeto de pouco mais de trezentos quilômetros. Aquelas oito horas na cabine eram uma festa: havia cama, banheiro, uma mesinha com cadeira para leitura... Uma emoção sem fim para as duas crianças. Resistíamos ao sono para espiar pela janela a passagem rápida das casas, estradas e sítios, ainda que a visão noturna fosse pequena. E quando o cansaço batia era uma delícia fechar os olhos e sentir o chacoalhar permanente da cama, embalado pelo som das rodas esfregando nos trilhos. Na manhã seguinte tomávamos café da manhã no “vagão restaurante” antes de desembarcar. Não havia jeito melhor de começar as férias.
Celso Junior – ator
Da minha infância, sinto falta da liberdade, de poder fazer as coisas sem medo, de comer coxinha no colégio e não me preocupar com o colesterol, de andar de carro com meus pais sem sinto de segurança (e olha que naquele tempo não tinha esse trânsito), dos jogos de futebol na rua, passeios de bicicleta, das brincadeiras de beijo, abraço e aperto de mão, e principalmente dos vários grupinhos que ficavam na rua brincando e se divertindo... E a maior saudade: ouvir meus pais sempre chamando para almoçar ou jantar, que estava na mesa.
 Cláudio Curi – ator
Sinto falta do tempo em que eu tinha para ir ao cinema quase todos os dias. Frequento cinema desde meus dois anos de idade, quando ia com minha mãe, que era cinéfila como eu.
 Denise Del Vecchio – atriz
Quando criança adorava as "brincadeiras de moleque". Fazia parte da turma dos meninos e adora jogar bolinha de gude na calçada e bafo. Era muita boa também pulando corda. Mas me lembro com nostalgia da minha expectativa, depois do banho, vestindo meu vestidinho mais bonito, esperar o início da programação da TV Tupi para assistir aos desenhos do Pica-Pau. Até hoje guardo a sensação da alegria que me dava olhar aquela caixa mágica com sua tela brilhante cheia de chuviscos.
Domingos Oliveira – dramaturgo e cineasta O que eu mais sinto saudades da minha época de infância? Da inocência...
 Eloy Nunes – ator
Sinto falta das minhas brincadeiras que ultrapassavam dias, adorava ficar brincando de Playmobil, Atari, Falcon, mas desde criança já curtia brincar de atuar, fazer jornalzinho, rádio, daí me sinto uma eterna criança (risos).
 Elzinha Nunes – chef de cozinha
Sinto saudades da água da bica que corria e passava no chão da cozinha, do cheiro do biscoito de polvilho que saia do forno à lenha, da lenha estralando no fogo alto e quente, cheiro da horta e de mato, saudades do Serro, minha terra natal em Minas...
 Fábio Arruda – jornalista e consultor de etiqueta
O que eu mais sinto falta da minha infância é da tranquilidade de brincar na rua, sem receio. Naturalmente feliz!
 Gerson Conrad – cantor e compositor
O que mais sinto saudade de minha infância é da ausência de problemas que só se apresentaram quando adulto. De quando íamos eu, e mais alguns amigos de mesma rua, de bonde para a escola. Era divertida a farra.
 Heloísa Périssé – atriz
O que sinto mais falta da minha infância? Ah!... Sinto saudades de acreditar nas brincadeiras.
João Armentano – arquiteto Lembranças são muitas! Fui (e sou ainda) muuuuuito ativo e empreendedor, desde pequeno. Nunca vou me esquecer dos momentos em que eu brincava de fazer cabana no mato (já queria ser arquiteto, logo...) ou de fazer pipas e papagaios e empiná-los. Atenção: as pipas eram tão boas e bem feitas que resolvemos vender! Vendê-las de porta em porta (“quer comprar papagaio???!!!!”) . Foi um dos primeiros negócios da minha vida. Depois passei a comercializar limões e, pasme, frangos! (ambos da casa dos meus pais, que era uma casa com uma grande área na cidade de São Paulo, onde tínhamos arvores frutíferas e um galinheiro!). Eu adorava este meu lado empreendedor. Era muita coragem, muita cara de pau, mas para mim era muita diversão, muita ação.
 João Suplicy – cantor e compositor
Tive uma infância feliz, embora fosse super introspectivo. Mas não sou muito saudosista em relação a ela... Sinto mais falta de acompanhar de perto a infância dos meus filhos quando estou ausente, como agora, que estou em turnê com o ‘Brothers of Brazil’. E, isso sim, me mata de saudades...
 José Carlos Muoio – empresário de celebridades
Sinto muita saudade dos cuidados maternos, daquela segurança de um colo de mãe, de esperar a surpresa que ela trazia da feira, do apoio de seu pai na hora da lição de casa, das viagens em família, das festas de Natal sempre repletas de surpresas e a expectativa da chegada do Papai Noel, de sempre assistir à estreia no cinema dos filmes da Disney, de cortar cabelo na Clipper em Santa Cecília, onde você sentava em carrinhos e brincava de motorista enquanto te cortavam o cabelo, de esperar pelas longas férias na praia...
 José Nello Marques – jornalista
Tenho saudade de quase tudo. A começar pelas bolas de borracha que jogava na rua de terra onde morava em Garça, interior paulista, onde também pesquei e mergulhei em tanques das fazendas. Tenho saudade dos anos do ginásio onde era bom em arte, história e educação física (fui treinador do time de vôlei feminino) e tinha horror à matemática. Formávamos uma boa turma que se agrupava nos trabalhos e revezava as tardes em cada uma das casas para os trabalhos escolares.
Saudade dos namoricos daqueles tempos.
Saudade das músicas que tinham letra, harmonia e melodia, ao contrário dos 'raps' atuais.
Saudades do período em que fiz o Tiro de Guerra, lá mesmo, em Garça. O serviço é considerado como a última infância e o início da vida adulta.
Saudade de tantas coisas, tantos detalhes...
Mas acima de tudo, a lembrança boa do que era autoridade, limite, respeito, educação, bom senso e tantos outros comportamentos que foram se perdendo no tempo corrido, até chegarmos ao inferno da tecnologia moderna.
Saudade do tempo em que ser honesto era obrigação.
Saudade do tempo em que ter caráter era normal.
Saudade do tempo em que amigo era real e não virtual.
Saudade do tempo que não volta mais.
 Josimar Melo – jornalista e crítico gastronômico
Sinto saudades de jogar bola na rua, de sair pelo bairro a pé ou sozinho sem precisar um adulto por perto, tudo isso em plena São Paulo.
Luiz Cavalli – artista plástico
Nasci no interior do Rio Grande do Sul. Sinto muita saudade das brincadeiras de rua, todas elas. Passava o dia na rua brincando. Naquela época ainda era possível brincar livremente na rua. E também, claro, andar de bicicleta aqui em São Paulo, já com oito anos. Adorava!
 Marcelo Katsuki – editor de arte e blogueiro de gastronomia De subir na jabuticabeira no quintal da casa dos meus pais. Passava horas lá brincando com os vizinhos.
Marcelo Mansfield – ator
Tenho saudade da programação da TV. Tinha a faixa de shows, como Times Square, Viva o Vovô Deville, Rio Hit Parade... E tinha também o TV de Comédia, Alô Doçura, Praça da ALegria, show do Dia 7 e claro, os festivais da Record e o Jovem Guarda. Bons tempos!
 Marcelo Médici – ator Do que sinto saudade na infância? De tudo. Uma fase incrível que vivi intensamente, ainda bem... Mas sair de bicicleta depois da chuva e sentir o cheiro da grama molhada é a minha melhor lembrança.
 Marcos Wainberg – ator
Sinto saudades da minha família reunida aos domingos na casa da vovó, do teatro amador, de trocar gibis, pegar na mão das meninas no cinema, dançar coladinho nas reuniões dançantes e bailes da Reitoria, bolinha de gude, taco, cabaninha e médico com as minhas primas (risos), os sabores dos doces e frutas que mudaram muito, andar pendurado nos bondes, roubar o carro do pai e tios pra andar à toa, encher o saco do meu irmão mais velho e dos amigos dele, fugir dos castigos pulando a janela, furar as festas sem convite, finalmente da mesada que não desvalorizava nunca!
Odilon Wagner – ator
Eu fui criado no interior do Paraná, em Ponta Grossa, sinto saudade de jogar futebol em frente de casa, andar de bicicleta por qualquer canto da cidade sem medo de nada, das sessões de cinema aos domingos...

Oscar Mikail – arquiteto e decorador
Sinto muita saudade de subir na goiabeira do quintal da casa da minha avó, na Aclimação, e saborear a fruta na hora.
Paulo Machado de Carvalho Neto (Paulito) – empresário
Sinto falta de um radinho a pilha que funcionava com fones. Esses radinhos não existiam. Este foi feito dentro de uma caixinha plástica e com tudo improvisado. Era uma maravilha. Eu o levava para todos os lugares.
PC Siqueira – ilustrador, vlogger e apresentador de TV
Hoje, em meio a tantos compromissos que eu tenho, o que eu sinto mais falta é de não ter responsabilidades.
Ricardo Nonato – jornalista
Na verdade o que sinto mais saudade é quando passeava com meu pai domingo de manhã pela estradinha de terra na fazenda, em Presidente Prudente. E brincava de carrinho.
Rogério Faria – ator
Só sinto saudade de quando morava no sítio, passávamos o dia brincando , pescando, jogando bola, andando a cavalo. À noite brincávamos de esconde-esconde, de balança caixão, de pega-pega, salada de fruta, nossa brinquei muito e brinco até hoje, sempre gostei da alegria por perto! Minha alegria, meu otimismo com a vida não me deixam ser um adulto crescido (risos). Acho que serei sempre um crianção!
Saulo Meneghetti – ator
Sinto saudade da liberdade que eu tinha, com os pés descalços correndo em minha rua, poucas responsabilidades e quase nenhuma preocupação, um tempo em que podia viver unicamente dos meus sonhos, onde tudo era mais simples, mágico e quase sempre mais agradável, onde o lápis de cor podia mudar o mundo e eu criar um novo universo. Sentia-me rei da vida e da brincadeira. Bom é que, às vezes, me permito ter esse espírito aventureiro de criança.
Supla – cantor e compositor
Não tenho saudades da minha infância! Eu ainda sou uma criança!!! Fuck you!!hahahahahaha!!! Lovelovelove!!! Fuck yeah!!!
Sylvia Araújo (Sylvia Designer) – empresária
Sinto saudades de ir com meu papai tomar banho de rio, de comer frutas no pé, andar a cavalo e dos paquerinhas que era tudo de bom! (risos)
Vida Vlatt – atriz
O que mais me dá saudades da minha infância é da minha família completa. Minha bisavó, meus avós, minha mãe e meu pai que, graças a Deus, ainda está comigo... Os outros já se foram e é deles que eu mais tenho saudades, porque foi essa família que me fez alegre e amada. Eu vim de um lar cheio de amor e humor. Tem coisa melhor??? Mas neste mundo você paga toda a alegria vivida com saudade. Fazer o que? Mas eles mesmos me ensinaram que tudo vale nesta vida... E um dia nos encontraremos e riremos muito juntos de novo!
Wilson de Santos – ator
Saudades do cheiro de grama cortada no lindo jardim da orla de Santos, um perfume delicioso!
Confira também: Entrevista com PC Siqueira
Fotos: arquivo pessoal e reprodução
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