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Implante de silicone nos seios É muito importante termos em mente o maior número de informações antes de qualquer procedimento cirúrgico. E isso não é diferente com a mamoplastia de aumento. Colocar a prótese depara com os mesmos riscos que outras cirurgias, por isso, antes de se submeter ao procedimento, procure esclarecer todas as dúvidas com seu médico. A colocação de próteses de silicone é uma cirurgia muitas vezes tratada com banalidade técnica, mas, na realidade, além de uma minuciosa avaliação clinica pré-operatória, é necessária uma cuidadosa tomada de medidas para a escolha do implante adequado ao paciente. O que leva em conta o desejo, sua estrutura física, composição da mama (pele, glândula e gordura) e atividade diária do operado. Ainda existem muitas questões que assombram a mente de quem pensa em realizar a cirurgia de prótese de mama que tentaremos desmistificar neste momento. Talvez uma das temidas questões seja a possibilidade da prótese de silicone poder causar câncer de mama. Durante os anos de 1991 e 1992, foi uma preocupação também do FDA (órgão americano de controle sanitário), que chegou a suspender o uso das próteses, e uma febre de indenizações milionárias levaram algumas empresas à falência. No entanto, após estudos realizados no instituto de medicina de Washington, ficou comprovado que a prótese de mama não provoca câncer. Seu uso foi liberado nos Estados Unidos. Por outro lado, a prótese de mama pode dificultar a palpação das mamas durante um exame ginecológico, portanto, são necessários exames mais complexos, como a ultrassonografia e a ressonância magnética, para uma investigação adequada. De maneira geral, não interfere na amamentação, pois as próteses são colocadas abaixo do tecido glandular e não alteram a anatomia dos ductos lactíferos. Mas qual a durabilidade dessas próteses de mama? Na realidade é impossível ser preciso, mas após 10 a 15 anos devemos seguir de perto com exames periódicos e substituir a prótese, quando houver sinais de rotura. Elas são envoltas por uma membrana de silicone sólido cujo revestimento pode ser liso, texturizada ou de poliuretano, o cirurgião escolhe o revestimento mais adequado a um paciente de acordo com sua experiência e tática cirúrgica utilizada. Próteses podem ser colocadas por três caminhos, em que ficarão pequenas cicatrizes: via axilar (embaixo do braço), via areolar (ao redor da aréola) e via sulco inframamário (na dobra logo abaixo da mama). É posicionada de acordo com o planejamento prévio do cirurgião. O espaço sub-glandular (embaixo da glândula mamaria) permite uma maior projeção da mama. Já o espaço sub-muscular (embaixo do músculo peitoral maior) fornece um revestimento maior da prótese, deixando um aspecto natural mesmo nas pacientes muito magras. Para casos intermediários temos ainda o espaço sub-facial (embaixo da “capa” de proteção do músculo, mas ainda acima dele).
Antes de concluir esse interessante assunto, devemos comentar sobre as duas complicações mais temidas em uma cirurgia para colocação de próteses mamárias: a contratura capsular e a infecção da prótese. Em 2004, Campinas registrou surto de infecções pós-implante mamário pelo Mycobacterium fortuitum. Esse surto ocorreu também em outros procedimentos invasivos, como cirurgias por vídeo, em outros municípios do País. A partir deste evento, medidas para prevenção e controle de infecções por micobactérias de crescimento rápido vêm sendo desenvolvidas nos âmbitos federal, estadual e municipal, e fortemente enfatizados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica a cada um de seus membros. Atualmente, o índice de infecção pós-prótese de mama gira em torno de 0,2%, e nos Estados Unidos chega a 1%. A contratura capsular é resultado de uma tentativa do organismo de isolar o implante no nosso organismo. O ocorre uma reação de corpo estranho. No entanto, em alguns casos, essa reação é exagerada e pode provocar dor e deformidade, que foram classificadas por Baker. Ainda não temos uma forma eficaz para evitar essa contratura. Algumas medicações como antinflamatórios e antiasmáticos têm sido estudados, mas ainda são uma expectativa futura. Até lá utilizamos, de preferência, as próteses de revestimento texturizado ou poliuretano e ainda preferimos os espaços sub-musculares ou sub-faciais, por apresentarem estatisticamente menos índice de contraturas capsulares. Importante: Procure sempre um cirurgião plástico que seja membro da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) para realizar a sua cirurgia.
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