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Terceira idade dos pets PDF Print E-mail
Animais | Saúde Animal
Written by Dra. Carla Berl on Saturday, 12 November 2011 08:24   



Terceira idade dos pets_2



A chegada da velhice


As mudanças na alimentação, a eficiência da assistência veterinária e prevenção de doenças através de aprimorados esquemas de vacinação esticaram a expectativa de vida dos animais de companhia. Atualmente, é cada vez mais comum encontrar cães na terceira idade.


A chegada do cão à velhice é determinada pelo seu porte. Os cães de raças maiores têm o metabolismo mais acelerado e tendem a chegar na terceira idade entre seis e nove anos de idade. Já os menores, envelhecem mais devagar e são considerados idosos entre nove e treze anos. Nesse período, a fragilidade dos pets aumenta.

Respeito, carinho, atenção e informações sobre os problemas mais comuns do envelhecimento são fundamentais para encarar com tranquilidade essa nova fase.



Alimentação

As necessidades nutricionais de um cão idoso são bem distintas das outras faixas etárias, por isso é preciso - com o auxilio de um especialista - fazer algumas alterações na rotina alimentar do pet. Com o passar dos anos o metabolismo, a massa muscular e a necessidade energética canina diminuem. Essa característica favorece o ganho de peso e os problemas decorrentes dela. Rever a dieta do bicho, oferecendo alimentos específicos, reduzindo as porções, aumentando o número de refeições diárias e fazendo a suplementação de nutrientes essenciais é fundamental para manter a saúde e o bem-estar também na terceira idade.



Doenças endócrinas

Outro problema associado ao envelhecimento dos cães é o surgimento de doenças endócrinas, entre elas a mais comum é o Diabetes Insípidus. Emagrecimento, excesso de consumo de água e comida e aumento da quantidade de urina, são alguns sinais de que o animal pode estar com a produção de insulina alterada. “Esse hormônio é fundamental para que o organismo consiga absorver os diferentes tipos de açúcar que são gerados no processo de digestão dos alimentos. É preciso estar atento aos sintomas e levar o animal ao médico veterinário, que fará o diagnóstico da doença através de exames laboratoriais. O tratamento de animais diabéticos normalmente também é à base de aplicação regular de insulina
.


Tártaro e periodontite

A saúde oral dos animais também deve estar em foco, o mau-hálito é sinal de problemas como o tártaro e periodontite. É preciso fazer visitas anuais ao veterinário especialista em odontologia para avaliar a boca e os dentes do seu animal e receber orientação a respeito do tratamento periodontal ou medidas preventivas contra o acúmulo de tártaro e desenvolvimento da inflamação das gengivas. Além de perda progressiva dos dentes, os problemas orais são porta para outras infecções que podem atingir órgãos vitais como rins e coração. Higienização bucal pelo menos três vezes por semana e alimentos sólidos e secos ou mesmo específicos também ajudam a evitar o problema.


Ossos e articulações

Grande parte dos cães apresenta ainda alterações nas articulações e nos ossos quando ficam idosos. Esses problemas são demonstrados através da dificuldade para pular ou subir em um local mais alto, como o sofá, por exemplo, na demonstração de dor quando tocado próximo à região da coluna e ao executar movimentos simples. As ocorrências mais comuns são as calcificações nas vértebras da coluna, conhecidas como bico de papagaio, hérnia de disco e a artrose de joelhos, cotovelos e coxa. Esses quadros são diagnosticados através de exame clínico, de exames de raio-x simples ou tomografia. Podem ser tratados com medicação analgésica e antiinflamatória, fisioterapia e acupuntura e, em alguns casos, cirurgia.


Problemas cardíacos

Os cães também podem apresentar alterações cardíacas durante o envelhecimento, mas nem sempre os proprietários conseguem reconhecer os sinais clínicos desses problemas. Cansaço e ofegância, intolerância a exercícios, desmaios, língua arroxeada após uma situação de excitação e principalmente tosse, são alguns sintomas de cardiopatia. Nesses casos, a avaliação deve ser feita através de um exame clínico que inclui auscultação dos sons cardíacos, e exames específicos como eletrocardiograma e ecocardiograma, entre outros. O tratamento é à base de medicação, manejo alimentar e reavaliações periódicas e na maioria dos casos consegue-se proporcionar ao animal qualidade de vida e longevidade.



Confira também:
Calendário de vacinação dos pets





Foto: banco de imagem

Dra. Carla Berl
Dra. Carla Berl
Médica veterinária
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www.petcare.com.br

 

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